Relacionamentos e desgastes são palavras que andam ali, ó, bem próximas, sobretudo quando o relacionamento é longo. E uma coisa que aprendi bem rápido nessa vida de agência é que cliente não é eterno. Mais cedo ou mais tarde ele cansa da gente ou a agência cansa dele. Nada mais natural. Cada um segue seu caminho, a agência trata de conquistar nova conta para cobrir a perda de receita, o ex-cliente busca sangue novo para atender suas demandas e todos ficam felizes.
Quer dizer, nada mais natural e com final feliz a depender de como a relação terminou. Cortesia e maturidade também são palavras que andam bem próximas quando o assunto é fim de relacionamento - profissional ou amoroso.
É preciso respeitar a outra parte, levar em consideração todo o trabalho, parceria e cumplicidade investidos para que a relação durasse tanto tempo. Um cliente que cresceu com você, que virou case da sua agência, que consumiu noites, fins de semana e férias, não deveria simplesmente mandar uma carta comunicando a decisão de romper o contrato, sem chance de um destrato mais amigável. Independente dos motivos que o levaram a tomar tal decisão.
O mercado está cheio de fábulas sobre prestadores de serviço que "sumiram" com banco de dados, informações ou acervos importantes de clientes. Evidentemente, não existe justificativa para um comportamento desses, mas relacionamentos mal terminados podem render muita briga, retaliação e vingança. Não é bonito, não é ético, mas acontece. Talvez até coisas piores.
O que faz pensar em como andamos nos relacionando ultimamente. Em todos os níveis. "Não serve mais para mim? Ah, mando uma carta, me livro da relação, parto para outra e pronto."
Olhar no olho, agir com honestidade, respeitar uma história construída com esforço e investimento de ambos os lados não têm constado muito nos manuais de boas práticas de relacionamentos. Uma pena, pois queimar pontes não é muito estratégico.
1 comentários:
Como assim você está afetada com o fim de uma relação comercial por meio de carta? Como assim você é idealista a ponto de querer cuidado por parte de clientes?
Vou te contar, viu?! Graças a Deus! Graças a Deus que há empresários que acreditam que outro tipo de relação comercial é possível!
E deixa quem prefere ser boiada seguir seu caminho. A tendência é trabalhar para poucos e bons.
Postar um comentário