As angústias com a adolescência bateram à nossa porta. Bom, pode ser exagero, porque sofrendo, sofrendo, ninguém está. Mas a percepção de que o Menino já não é mais um menino está cada vez mais forte. Até pouco tempo, ele dependia 100% de nós. Não sabia ler, estava totalmente à mercê de uma mãe doida, que podia enganá-lo nas pequenas coisas. Mentirinhas úteis.
Ele cresceu, aprendeu a ler e o mundo virou outro. Para todo mundo.
Agora, à beira de deixar a infância, um novo ser humano emerge. Alguém que tem opinião (MUITA), que quer ser tratado como uma pessoa e não como "filho", como "criança" e que faz discursos sobre respeito mútuo, conversa sincera e direito de liberdade de pensamento e de discurso.
Aquela criança que só tirava as melhores notas, que não discutia em casa, que era o modelo a ser seguido aos poucos deixa de existir. As notas caem, os interesses mudam, o que os pais querem e pensam não é exatamente o que ele pretende seguir. O mundo perfeito que você imaginou desmorona e é reconstruído várias vezes ao longo de uma mesma semana.
Não, não é fácil. Aqui, são três gerações diferentes tentando encontrar um caminho sereno para a longa caminhada que ainda nos espera. O problema das "insurgências" é da falta de respeito do Menino com os mais velhos? Será que chamar todo mundo de você dá nisso? Ou ter como objeto máximo de consumo um ou dois livros por mês? Ou gostar de games?
Até aqui penso que o trabalho foi bem feito, com alguns tropeços aqui e acolá, pois não existe fórmula para isso. Mas a falta de manual de uso (que deveria ter saído conosco da maternidade) e a crescente ânsia por mundo e vida independente assusta. Mesmo com especialistas em tudo divulgando suas ideias de educação no rádio, na tevê, na rede, somos pais com mais dúvidas do que certezas.
Que a energia do universo nos ajude.
1 comentários:
Consolador saber q não estou sozinha nesse universo adolescente tão desconhecido. Desconhecido sim, pq tenho a impressão q jamais estive nele, de tão grande q é meu medo...
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