Segunda-feira, Junho 29, 2009

De Menudo, Hannah Montana...

Na hora em que se precisa dos amigos, nenhum está disponível. Ninguém para um cinema, ninguém para um café. Simplesmente ninguém. O jeito foi encarar a pista de dança com o DJ super animado e as crianças "arrebentando" nas pickups. Uma loucura.
Para completar, a função sociável não estava habilitada e fazer cara de paisagem era a única coisa viável. Mas quem pode resistir a um "Canta, dança, sem parar; Sobe, desce, como quiser; Sonha, vive, como eu". Foi só o DJ super animado - e engraçadinho - convocar a mulherada de 35 a 40 anos para a pista que o pedido foi atendido na hora.
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Poucas horas depois, às 9h30 de domingo, era hora de encarar uma sessão de cinema para comemorar os 9 anos de uma amiguinha do menino. O super sucesso da famosa sei-lá-o-que Cyrus, Hannah Montana, levou dezenas de crianças à festinha, organizada dentro da sala de cinema. Viva o Severiano Ribeiro que concedeu essa maravilhosa oportunidade a pais desesperados que não sabem mais o que fazer para comemorar o aniversário dos filhos em grande estilo. Enfim, além de guerra de pipoca e fofoca de meninas, ainda rolou um pito na escriba, que para matar o tempo checava os emails e lia alguma bobagem na internet com o celular. "Não pode usar celular no cinema." "Feia, chata e boba, não tou falando, tou na internet." Meninas, bah!
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Para quem não lembra, aí vai a letra do mega sucesso dos anos 80, "Não se reprima", do Menudo (lembrou, né?):
Canta, dança, sem parar
obe, desce, como quiser
Sonha, vive, como eu
Pula, grita, ô ô ô ô ô ô...
Não segure muito teus instintos
Porque isso não é natural
Sai do sério, fala
Alto, dá um grito forte,
Quando queira evitar
É saudável, relaxante, recupera
E faz bem pra cabeça
Por isso canta, dança, grita ô ô ô ô ô ô ô
Vá em frente, entra numa boa
Porque a vida é uma festa
Não controle, não domine, não modere
Tudo isso faz muito mal
Deixe que a mente se relaxe
Faça o que mandar o coração
Por isso canta, dança, grita ô ô ô ô ô ô ô
Não se reprima
Não se reprima
Não se reprima
Não se reprima
Não se reprima
Pode gritar
Não se reprima
Não se reprima
Não se reprima
Dança, canta, sobe, desce, vive, corre e pula como eu!
Canta, dança, sem parar
Sobe, desce, como quiser
Sonha, vive, como eu
Pula, grita, ô ô ô ô
Chega de fugir, de se esconder
E de deixar a vida pra depois
Não persiste mais, se o mundo gira,
O tempo corre, nada vai te esperar
Entra de cabeça nos seus sonhos
Só assim você vai ser feliz
Por isso canta, dança, grita, ô ô ô ô ô ô
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Sexta-feira, Junho 26, 2009

Vamos fazer um "test driver"?


Quinta-feira, Junho 25, 2009

Eu vou fazer um post em homenagem...

O clipe do Thriller foi apresentado pela Mônica, que havia chegado de um intercâmbio nos EUA e tinha gravado horas e horas de MTV em fita de vídeo cassete. Aí virou a febre da moon walk, dos passos maravilhosos do Michael Jackson, que já era adorado por causa dos Jackson 5. Quem não lembra de Billie Jean?
Pena que morreu cedo, teve uma vida hiperconturbada, mas tinha enorme talento. Morreu como um freak. Pena mesmo.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Além da Esplanada

Se tem uma coisa que irrita, de verdade, é o povinho que acha que em Brasília só tem ladrão. Ou que a cidade está limitada à Esplanada dos Ministérios. Os espaços de comentários nos jornais on line são férteis em baboseiras desse tipo. Aí não adianta bater boca em espaço que não é para isso, mas cansa! Outro dia, em matéria sobre a vinda do Paul McCartney ao Brasil e aos shows que fará em algumas cidades, entre elas Brasília, em comemoração aos 50 anos da cidade, um imbecil escreveu que não há nada a se comemorar em relação à capital.

Porque a galera parte do princípio de que aqui só há parasitas ladrões, sugando dinheiro do povo. E esquece que, na verdade, viramos depósito do lixo que eles mandam para cá a cada quatro anos, quando elegem deputados federais e senadores. Dos 594 congressistas, oito representam o Distrito Federal. Os demais são eleitos pela boa gente de 26 estados desta federação chamada Brasil.

Como é muito mais fácil botar a culpa da bandelheira que assola o País nos servidores públicos federais e nos ocupantes de cargos eletivos ou não na esfera federal, a maioria fecha os olhos para o que acontece no seu quintal, para o que os servidores estaduais ou municipais aprontam, para os recursos que são desviados por vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores.

A turma do "joga pedra na Geni" também deveria se informar sobre os habitantes do Distrito Federal que não dependem do poder público para pagar as contas no fim do mês.

Falar mal de Brasília está entre os passatempos prediletos de cariocas que ainda não superaram - nem se recuperaram - a transferência da capital, há quase 50 anos; de paulistas, que ainda não entenderam que a economia do País não está mais centralizada no umbigo deles; de gaúchos, que ainda acham que alimentam os brasileiros, ignorando as novas fronteiras agrícolas; e por aí vai.

Quinta-feira, Junho 18, 2009

Trabalhar que é bom...

Tem vagabundo pra tudo nesse mundo.

Homem finge ser a mãe para receber aposentadoria

BBC Brasil

Um homem foi preso nos Estados Unidos por se fazer passar pela mãe, morta em 2003, para receber cerca de US$ 115 mil (cerca de R$ 228 mil reais) em pensão e outros benefícios. Segundo promotores de Nova York, o acusado, Thomas Prusik-Parkin, 49 anos, fingia ser a própria mãe, Irene Prusik, desde que ela morreu, aos 73 anos.
As autoridades afirmam que Parkin forneceu ao agente funerário um número de previdência social e data de nascimento falsos, para que a morte da mãe não aparecesse nos registros oficiais. Parkin costumava usar uma peruca, vestido e maquiagem para enganar as autoridades. Ele também usava uma bengala e uma falsa carteira de identidade, e era acompanhado por outro homem, Mhilton Rimolo, que fingia ser sobrinho de Prusik.
De acordo com a polícia, nesse período Parkin recebeu benefícios, esteve em agências bancárias e até apareceu em um tribunal fingindo ser a própria mãe.
"Último suspiro"Conforme as autoridades, Parkin recebia US$ 700 (cerca de R$ 1,4 mil) mensais em benefícios em nome da mãe. Além disso, ele teria entrado com pedido de falência em nome da mãe para poder receber US$ 39 mil (R$ 77 mil) em subsídios para ajudar a pagar o aluguel de sua casa.
Parkin foi indiciado nesta quarta-feira por roubo, falsificação e conspiração e poderá receber pena de até 25 anos de prisão caso seja condenado. Rimolo também foi indiciado. "Eu segurei minha mãe quando ela estava morrendo e respirei seu último suspiro, então, eu sou minha mãe", disse Parkin ao ser preso, de acordo com a polícia local.

Fim de semana na vizinhança


O idioma oficial de Buenos Aires no feriadão da semana passada era português. Hordas de brasileiros andando de um lado para o outro na calle Florida, na avenida Corrientes e onde mais houve uma pechincha. O negócio era comprar tudo, aproveitar o câmbio favorável e voltar com toneladas de excesso de bagagem. Verdadeiro shoppingtur, antes que o mundo acabe.

Toneladas de casaco de couro, de todas as cores e modelos. E os homens, com as discretíssimas camisas de pólo da Kevingston. Coisa de louco. O negócio é juntar dinheiro um ano para torrar tudo em couro na Argentina, no primeiro feriado prolongado que aparecer.

Claro que dá vontade de comprar um montão de coisas e sempre bate aquele momento consumista. Mas depois de recuperada a sanidade, o melhor é assistir à corrida aos outlets de dentro de um restaurante delicioso, com um bom vinho ou uma cerveja (Quilmes, de preferência) bem gelada, dando boas risadas dos compatriotas.

Buenos Aires é uma festa.

Esculhamba, mas não esculacha

Então, ontem o Supremo derrubou decreto que tornava o diploma obrigatório para o exercício da profissão de jornalista. Claro que isso é péssimo, a profissão já está precarizada, a maioria dos jornalistas teve que virar empresa para continuar empregado, o mercado está completamente desorganizado etc e tal.
Mas o melhor é analisar a decisão pelo cérebro e não pelo fígado: os sabichões do Judiciário derrubaram a obrigatoriedade do diploma, mas não acabaram com a profissão. Se a proposta de criação do Conselho, feita pela Fenaj há alguns anos, tivesse tido o respaldo da categoria (que ficou ao lado do patronato), talvez a decisão tivesse sido outra ontem.
E aí, com a paixão, as pessoas confundem alhos com bugalhos. Não se está tratando da regulamentação da profissão. Ela continua existindo, por óbvio. Se um cozinheiro, formado em Gastronomia, quiser ser jornalista, ele vai lá e pede o registro dele. Aí prova que é o cara nas lides e consegue a carterinha - vai ter até desconto em museu na Europa!
Em outros países não se exige diploma para exercer o Jornalismo. Mas há, também por óbvio, regras para que se tenha o registro profissional.
Enfim, não vai ser nenhum zé ruela que tem medo da "voz das ruas" que vai me fazer desistir do meu diploma que nunca foi pendurado na parede, mas eu sei onde ele está.