Quarta-feira, Abril 29, 2009

Tudo depende de como você vê as coisas

Projeto literário da aula de empreendedorismo: "Ninguém é igual a ninguém":
"Como é a sua família? Minha mãe trabalha muito, meu pai gosta de animais e eu gosto de tudo. Veja a lista e escreva o que cada um da sua família é: Alegre - eu; Calmo - meu pai; Agitado - eu, Bianca, Ébano e Tita (meus cães); Bom - meu pai e minha mãe."
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Encontros familiares podem ser estressantes? Podem. Mas aí tudo é uma questão de atitude. Manter o coração sempre aberto é a receita. Aí tudo dá certo, todos ficam felizes e as fotos ficam lindas.

Terça-feira, Abril 14, 2009

Do Tutty Vasques

"Preparando as malas
"O que faz a estilista Lenny Niemeyer que não desenvolve uma linha debiquínis para atender à demanda de mulheres intelectuais entre 40 e 60anos, tradicionais freqüentadoras da Festa Literária de Paraty?
"Chico Buarque, como se sabe, confirmou presença na próxima Flip, marcada para a primeira semana de julho."

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Reflexos do feriado prolongado na mídia





























Terça-feira, Abril 07, 2009

Eixinho de cima, na altura da dois

Se despediu da mulher e dos filhos como se nada houvesse de errado. Pegou o ônibus, desceu na rodoviária e ficou por ali, perambulando sem rumo. Até que parou debaixo de uma árvore, sentou na pasta e chorou. Chorou um lamento desesperado, talvez para tentar entender como havia chegado até aquele momento.
Não encontrou a resposta.
E passou o dia ali, com a alma vazia, sentado na pasta vazia, debaixo da árvore, no eixinho de cima, na altura da dois.
...
Como se nada houvesse de errado, voltou para casa, se reuniu com a mulher e os filhos, esperando pelo dia seguinte, quando choraria o lamento desesperado, em busca da resposta que não viria. Tudo continuava vazio. E ele, invisível aos olhos de quem passava, sentado debaixo da árvore, no eixinho de cima, na altura da dois.

Segunda-feira, Abril 06, 2009

Cada coisa que me aparece

Notícia da BBC:
"Um festival inusitado e curioso atrai todo ano cerca de 10 mil turistas à cidade japonesa de Kawasaki, na província de Kanagawa. O Kanamara Matsuri, ou Festival do Falo de Aço, é realizado há cerca de 40 anos e os símbolos que representam o templo são os órgãos sexuais masculino e feminino.
"Popularmente conhecido como Festival da Fertilidade, o evento atrai muitos curiosos, que se divertem com as cenas inusitadas. Mas os japoneses levam os rituais muito a sério.
"Kazujiro Kimura, chefe da comissão organizadora do evento, explicou à BBC Brasil que o deus do templo de Kawasaki garante fertilidade e harmonia aos casais. 'Antigamente, as prostitutas vinham até aqui para pedir também por proteção contra doenças sexualmente transmissíveis', conta.
"O festival serve também para fazer campanhas de prevenção à Aids. 'Começamos a distribuir panfletos e camisinhas há seis anos', lembra Izumi Tamaki, responsável pelo departamento de saúde da cidade.
"Diversão para turistas
"Enquanto os japoneses oram e seguem as tradições, os turistas se divertem com o festival. A brasileira Hiroko Kuba, de 40 anos, mora no Japão há seis anos e esta foi a primeira vez que visitou o festival. 'Vim mais pela curiosidade e achei tudo muito engraçado', conta.
"As formas dos orgãos sexuais masculino e feminino podem ser vistas por toda parte, em ilustrações, doces, lembrancinhas e esculturas. Três pênis gigantes chamam a atenção do público. "Dois deles - um negro e outro rosa - são carregados pelas ruas em pequenos andores.
"Os visitantes também aprendem a esculpir pênis em nabos e cenouras. O templo foi construído há mais de 150 anos, no chamado Período Edo (1603-1867). Os monges do templo também divulgam uma história folclórica sobre o deus local.
"Segundo a lenda, um demônio com dentes afiados teria se escondido na vagina de uma jovem e castrado dois homens durante a noite de núpcias. Então, um ferreiro teria construído um falo de aço para quebrar os dentes do demônio."

Aforismos

- Pega um brigadeiro pra mim?
- Não.
-Tá louco?
- Não vou pegar, mãe.

...

- Mãe, você tá com raiva de mim?
- Não. Por que?
- Nada.
- Bom, fora que você se negou a pegar um brigadeiro pra mim, não tem motivo pra eu estar com raiva de você. Tô não.
- Então tá. Quer um brigadeiro?

Sexta-feira, Abril 03, 2009

Sem memória

Pelo jeito só os militares "comemoraram" os 45 anos da "revolução de 64". A sociedade não lembrou do golpe, não se manifestou, não exigiu abertura de arquivos da ditadura, não cobrou os restos mortais dos "desaparecidos" pelo regime. Ah, claro. Mas aqui é o Brasil. Não somos a Argentina, nem o Chile.

Do blog do Sérgio Léo

Para não dizer que todos são farinha do mesmo saco, vale dar uma passada no Sítio do Sérgio Léo:

“Para quem pensa que uma imagem vale mil palavras, essa aqui diz alguma coisa. O barbudo ao centro, ao lado da rainha, é o Lula, aquele que sabemos, pelo que lemos no Brasil, que hostiliza Europa e Estados Unidos, perdeu a liderança da América Latina para Hugo Chávez, tomou uma série de decisões ideológicas equivocadas e só colheu derrotas na política exterior.
"O cara atrás dele é o presidente dos EUA, um tal Obama, que declarou ser o Lula o líder mais popular do mundo. Deve ser porque a imagem dos EUA no mundo anda péssima, e o Lula, como lemos sempre, odeia os EUA. Obama, aliás sabedor da máxima sobre imagens e mil palavras, fez questão de registrar, em vídeo, AQUI, sua irritação com o nosso conhecido antiamericanismo de Lula, que ele teve ocasião de comprovar ao recebê-lo entre os primeiros chefes de Estado que convidou à Casa Branca.
"Como sabemos, por analistas insuspeitos, que a política externa de Lula é um fracasso, deve haver alguma razão para ele estar à frente, na foto, assediado e cercado pelos líderes das maiores potências mundiais: provavelmente, deram uma prensa nele cercaram o cara antes que ele fugisse e, logo depois da cena fotografada, o levaram para Guantánamo. Ou estão morrendo de medo do aparato bélico brasileiro, capaz de lançar poderosos mísseis metafóricos sobre os descendentes de arianos do planeta. Ou o Lula, aquela vergonha nacional que só sabe dar gafes, sentou no lugar reservado ao príncipe Charles.
"O que mata nesses encontros internacionais é essa maldita política externa ideológica, esse lulismo irracional dessa gente loura de olhos azuis desinformada lá no primeiro mundo. Gente, ás vezes, como mostrou o Obama, nem tão loura, nem tão zarca."

Ê povinho...

Então desde quarta-feira a mídia está em polvorosa! Quem diria, que maravilha, que coisa, o presidente brasileiro sentou-se ao lado da rainha da Inglaterra! E depois o presidente popstar Barack Obama disse que Lula é "o cara", "o mais popular do planeta" etc e tal!
Orgasmo múltiplo coletivo. Como somos maravilhosos e como o presidente metalúrgico de nove dedos é famoso. Viva o Brasil! É "nóis" na fita. No primeiro mundo.

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Putz, falem sério!

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O melhor de tudo é abrir o jornal O Globo na página 4 e ver uma coluna do Merval Pereira analisando o que Obama realmente quis dizer quando elogiou Lula. "Houve quem percebesse um tom irônico no tratamento de Obama, especialmente porque o presidente americano disse que lula era tão popular por ser 'boa pinta', o que de certa maneira esvazia seu elogio de cunho político", escreve Merval, que, assim como outros colunistas de política da mídia tupiniquim, adoram fazer análises psicológicas do presidente da República.

Tenho certeza de que se eles se esforçassem, poderiam fazer melhor do que isso.

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Yes, they could.

Quarta-feira, Abril 01, 2009

Às vezes dá vontade de matar. Aí eu choro

"Se chorar adiantasse, o porco não morria." Tudo bem, mas naquelas horas em que nada adianta mesmo, a única coisa que resta fazer é chorar. E ontem eu chorei. Alguns podem considerar futilidade, mas eu chorei por causa de um vestido e de uma bermuda.
Chorei para não matar a infeliz que bateu à máquina duas roupas que devem ser lavadas à mão - e ela sabe disso. Não bastasse a heresia inicial, a coisa piorou quando misturou as duas peças - pretas, caras, que uso para trabalhar, em dia que tem reunião importante, compradas em duas lojas que não fazem promoção toda hora - com um vestido vermelho, velho, de ficar em casa, e que solta tinta.
Então, na hora de organizar as coisas para a manhã seguinte, descubro as duas peças passadas, organizadas no guarda-roupa, como se nada tivesse acontecido, e manchadas, muito manchadas, irremediavelmente manchadas. Fazer o quê?
Deixar o vestido e a bermuda abertos no meio do sofá com um bilhete desesperado e chorar. Foi isso que eu fiz.
Mas ainda acho que a cartase virá depois de um assassinato. Inevitável.